FX2: Conheça o arsenal que o Brasil negociou com a França

São submarinos de longo alcance, helicópteros de transporte e resgate. E, ainda, aviões de combate de última geração.

Dassault Rafaele TN

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A decisão sobre os aviões de combate levou tempo. Como vimos, concorriam dois outros fabricantes, um sueco e outro americano. São caças de ultima geração.

No ano que vem começam a ser construídos um estaleiro e uma base naval em Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro. Lá serão montados quatro submarinos convencionais e um movido a energia nuclear. O projeto e a construção desses submarinos serão desenvolvidos no Brasil com tecnologia francesa.

Os submarinos convencionais são do modelo Scorpéne, que é movido a diesel e eletricidade. Por isso tem que subir à superfície para recarregar as baterias. O Scorpéne tem 70 metros de comprimento, viaja a uma velocidade de 7 a 11 km/h, e a uma profundidade de 50 a 500 metros. Cada um custa € 415 milhões, mais de R$ 1 bilhão.

O submarino nuclear, o Barracuda, é uma adaptação do Scorpéne, só que maior e com propulsão gerada por reator nuclear. Tem 100 metros de comprimento, atinge uma velocidade em torno de 11 a 65 km/h. Alcança águas profundas. Custa € 1,25 bilhão, cerca de R$ 3 bilhões.

Com a transferência de tecnologia francesa também serão construídos no Brasil, na fábrica da Helibrás, em Itajubá (MG), 50 helicópteros de transporte e resgate modelo EC-725 da Eurocopter. O acordo prevê ainda que a exportação desse modelo para a América do Sul e África seja feita pelo Brasil.

O governo brasileiro anunciou também que vai comprar da França 36 caças rafale, aviões de última geração que alcançam até 2 mil km/h e têm capacidade de atacar oito alvos ao mesmo tempo. Concorriam com o rafale o sueco Gripen e o americano F-18 Super Hornet.

Especialistas ouvidos pelo Bom Dia Brasil afirmam que o armamento é compatível as necessidades do Brasil e a nova frota fará com que o poderio militar brasileiro seja o maior da América Latina.

“Para que o Brasil possa cumprir suas responsabilidades internacionais e a principal, creio eu, é ser capaz de tomar conta do seu território e de suas águas territoriais. Isso hoje em dia se faz ou com equipamento em terra ou por meios eletrônicos. Então o Brasil está adquirindo esse equipamento e está adquirindo o conhecimento necessário para desenvolver os meios eletrônicos aqui”, aponta o especialista em conflitos militares Marcio Scalercio.

[Via: Bom dia Brasil]

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